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Permitir-se outro caminho.

Atualizado: 16 de jul. de 2025

Mudar é sempre um convite — mesmo quando chega sem pedir licença.Às vezes vem como um vento que vira a direção. Outras, como um silêncio que se instala devagar, até nos fazer perceber que já não somos mais os mesmos.


Há algo de profundo em atravessar mudanças: um processo de desapego, de reinvenção, de permitir que o novo tenha espaço para chegar.E não falo só de grandes reviravoltas. Às vezes, mudar é começar a dizer não.

É se abrir ao que antes parecia incômodo. É perceber que já não dá mais pra caber no que um dia pareceu confortável.


Clarice Lispector escreveu:"Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade."E é exatamente isso: mudar não é correr. É se mover com consciência, com escuta, com presença.


Adaptar-se ao novo não é esquecer quem se é — é ampliar o olhar, reorganizar a bagunça interna, permitir outras perspectivas.


Quando damos lugar ao novo, abrimos também espaço para outras versões de nós. Versões que estavam ali, esperando por coragem, tempo e afeto.

E sim, às vezes dá medo. Mas também pode ser bonito ver-se florescer onde antes só havia dúvida.

 
 
 

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